“Saio da política, mas não me alio a Déda”
Data:
04/07/2010
CORREIO DE SERGIPE: Em primeiro lugar, o senhor deixou essa semana o PSDB sergipano. O que o motivou a tomar esta decisão? O senhor saiu em conflito do ninho tucano? Por voltar um dia? PEDRINHO BARRETO: Após 16 anos filiado ao PSDB, tomei a decisão mais difícil da minha vida, politicamente falando. O que me motivou foi tão somente não expor negativamente o nome do partido na mídia, assim como foi feito em 2008, onde diziam que o Secretário Geral estava dissidente da coligação feita com o PT. Saí sem ter qualquer problema com absolutamente ninguém. Como tenho um carinho pelo PSDB, poderei um dia retornar a essa agremiação. CS: E, agora, sem partido, já foi consultado por outra legenda? Pretende se afastar da política ou já articula sua filiação em outro partido? Qual? Tem alguma preferência neste sentido? PB: Já fui procurado pelo menos por quatro partidos. Não me afastarei da vida pública. Pelo contrário. Agora irei às ruas mais à vontade para pedir voto para nossos candidatos. Tenho até outubro de 2011 para refletir e ver qual melhor partido para me filiar. Poderá ser DEM, PP, PPS e tantos outros, inclusive o próprio PSDB. As únicas exigências são que tenha candidato próprio em 2012 ou que esteja bem distante do PT. CS: Pode-se dizer que o senhor não suportou das indefinições de Albano Franco ao ponto de se desfiliar do PSDB? Esse comportamento do deputado não atrapalha o crescimento da legenda em Sergipe? PB: Em hipótese alguma! Albano é uma pessoa que merece meu respeito e admiração. Não é Albano Franco que atrapalha o crescimento do partido; mas sim alguns poucos aproveitadores que usam a legenda para negociar.
CS: O senhor colocou que existem "aproveitadores" dentro do PSDB? A quem esta crítica deverá ser direcionada? PB: Eu me abstenho de citar nomes nesta entrevista porque sinceramente não vale a pena uma manifestação minha sobre algumas pessoas. Para mim todas elas são apenas insignificantes.
CS: Desde quando ainda era tucano, o senhor sempre defendeu o nome de João Alves Filho para o governo do Estado. Agora que ele já confirmou a candidatura, em sua avaliação, quais as chances reais de o democrata vencer a eleição? PB: O governador que aí está colocou em um saco um monte de lideranças pensando que assim a eleição seria mais fácil. João Alves conta com poucos líderes, mas com muitos amigos e, principalmente, com o apoio do povo.
CS: As pesquisas apontam os nomes de Valadares (PSB), Albano Franco e Eduardo Amorim (PSC) como favoritos às duas vagas ao Senado. Dá para José Carlos Machado (DEM) e Emanuel Cacho (PPS) acreditarem que podem vencer a eleição? PB: Eu acredito que as pesquisas, quando realizadas, os nomes de Machado e de Cacho não estavam em evidência; a pesquisa refletiu apenas o momento; agora, com o surgimento de novos nomes, a tendência natural é pela oscilação de algumas candidaturas e pelo crescimento de outras.
CS: O que você achou das escolhas por José Carlos Machado e Emanuel Cacho? São bons nomes? O senhor vota com os dois ou, ao menos, com um deles? PB: São dois amigos e pessoas que têm méritos. Minha chapa está quase pronta. Está faltando apenas o Deputado Federal, que estarei definindo ainda esta semana. Mas revelarei aqui um voto para senador: votarei em Albano Franco, pelo fato de, apesar das divergências com relação aos rumos tomados pelo partido em 2008 e 2010, tenho uma relação pessoal boa com ele e, em especial, com o amigo Ricardo Franco, pessoa que em todos os momentos foi firme e solidário.
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