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 situe-se: 07 de Setembro de 2010,  Terça-feira

Páscoa
Data: 12/04/2009

Considerado o dia santo mais importante da religião cristã, o domingo de Páscoa celebra a ressureição de Jesus Cristo, que após morrer na cruz ressuscitou. A palavra Páscoa no português, como em muitas outras línguas, origina-se do hebraico Pessach.

O período denominado Semana Santa, é um dos mais importantes do calendário judaico, sendo celebrado por oito dias, comemorando o êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade, significando um ritual de passagem, como a "passagem" de Jesus Cristo, da morte para a vida.

 

Lendas do Coelho

A festa tem suas curiosidades e uma delas é a associação da imagem do coelho (símbolo de fertilidade), com os tão tradicionais ovos de páscoa, que antigamente eram pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes, hoje os ovos distribuídos são os de chocolate.

No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antiguidade consideravam o bichinho o símbolo da Lua, o que leva muita gente a acreditar que ele tenha se tornado símbolo da Páscoa por conta do fato da Lua determinar a data da Páscoa.

O fato dos coelhos possuirem uma imensa capacidade de reprodução originou a utilização da imagem deles como símbolo do renascimento, da ressureição, da fertilidade. A tradição do coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. Segundo a lenda o coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.

Outra lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos.

No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antiguidade o consideravam o símbolo da Lua. É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.

 

Ovos de Páscoa

O ovo de Páscoa surge nas comemorações como símbolo do nascimento e do retorno da vida. Considerados verdadeiras obras de arte, porque eram ornamentados e coloridos, os ovos começaram a ser distribuídos na antiguidade, pelos cristãos primitivos da Mesopotâmia, virando um costume cultuado até hoje.

Egípcios e persas tingiam os ovos com as cores primaveris e os davam a seus amigos. Os persas acreditavam que a Terra saíra de um ovo gigante. Na Alemanha, os ovos eram dados às crianças junto de outros presentes na Páscoa. Foi no século XIX que os ovos passaram a ser comestíveis feitos de confeito decorados com uma janela em uma ponta e pequenas cenas dentro.

Em algumas cidades brasileiras existe o costume de esconder os ovos pela casa para que as crianças procurem, em outras são as próprias crianças que montam seus cestinhos de Páscoa, enchendo-os de palha ou papel para esperar que o coelhinho deixe os ovinhos durante a madrugada. Em outros locais existe apenas o costume de presentar crianças e adultos com o ovo no domingo de Páscoa.

 

Chocolate

O costume de distribuir chocolates no domingo de Páscoa, iniciado pelos Maias e Astecas também é outro fato curioso. Com o nome científico é Theobroma cacao, assim foi batizado pelo botâncio sueco Linneu, no ano de 1753, mas mundialmente conhecido como chocolate, o alimento era considerado sagrado por essas duas civilizações, tal qual o ouro.

Na Europa o costume chegou por volta do século XVI, nessa época, como em grande parte de sua história, ele era servido apenas como bebida. Em meados do século XVI, acreditava-se que, além de possuir poderes afrodisíacos, o chocolate dava poder e vigor aos que o bebiam. Por isso, era reservado apenas aos governantes e soldados.  O alimento já foi considerado pecado, remédio, sagrado e profano, tendo sido usado pelos astecas como moeda, devido ao valor que possuía.

Os bombons e ovos como existem hoje surgiram somente no século XX, representando uma forma de estabelecer de vez o consumo do chocolate em todo o mundo. Além de gostoso, o alimento é altamento nutritivo e consiste num rico complemento e repositor de energia.

 

A data da comemoração e a influência da igreja

A páscoa deveria ser comemorada sempre no primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre no dia ou depois do dia 21 de março, a chamada data do equinócio. Porém, a data da Lua Cheia utilizada não é a real, mas a definida pela igreja que para obter consistência na data, decidiu no Conselho de Nicea em 325 d.C, definir a Páscoa relacionada a uma Lua imaginária - conhecida como a lua eclesiástica.

A Páscoa é precedida pelo período da quaresma, que começa na quarta-feira de Cinzas e ocorre sempre 47 dias após a terça-feira de carnaval, desta forma, a data pode ser determinada sem a necessidade de grande conhecimento astronômico. A data de comemoração da festa varia de ano a ano, mas acontece sempre no período entre os dias 22 de março (mínimo) e 24 de abril (máximo).

 

Símbolos

Luzes, velas e fogueiras são símbolos da celebração da Páscoa. Na sexta-feira da Paixão, alguns países católicos apagam as luzes de suas igrejas e na vérpera da Páscoa, fazem um novo fogo para acender o principal círio pascal e o utilizam para reacender todas as velas da igreja. O círio é a grande vela acesa na Aleluia, simbolizando a luz dos povos, em Cristo, os símbolos alfa e ômega gravados nas velas, significam "Deus é o princípio e o fim de tudo".

Em muitas partes da Europa Central e Setentrional, é costume acender-se fogueiras no cume dos montes. As pessoas reúnem-se em torno delas e cantam hinos pascais.

 

Outros símbolos

Outros símbolos também muito utilizados são o cordeiro que simboliza Cristo, sacrificado em favor do seu rebanho, a cruz, que representa mundialmente a fé católica, na Páscoa mistifica todo o significado da data na ressurreição e também no sofrimento de Cristo e o pão e vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Jesus, oferecido aos seus discípulos, representando a vida eterna.


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