Jordano Copetti
Data:
31/09/2008
Abriremos uma exceção nesta e na próxima semana, para apresentar a você leitor, a primeira parte da entrevista (dividida em duas), com o médico psiquiatra, especialista em psiquiatria da infância e adolescência e neuropsicologia, Jordano Copetti, autor do livro "Dificuldades de Aprendizado - Manual para Pais e Professores", lançado pela editora Juruá, onde ele apresenta uma orientação correta tanto para os pais quanto para os professores, sobre como proceder identificando corretamente possíveis problemas de aprendizado, a partir dos déficits nas funções mentais (cognitivas), contribuindo assim para os tratamentos eficazes, que só ocorrem a partir do conhecimento destas funções deficitárias.
O livro traz algum novo conceito ou teoria? Jordano Copetti: Sim. Os transtornos de aprendizado são doenças biológicas. Demonstro que estes transtornos são decorrentes de déficits nas funções cognitivas (linguagem, memória, funções visuoperceptivas, pensamento lógico, funções executivas, atenção), explicando em linguagem acessível, porém mantendo um padrão científico, como são estas funções, o que ocorre quando estão deficitárias, cito casos clínicos, sintomas encontrados em sala de aula e formas de tratar.
O que o público pode encontrar de diferencial na obra? Jordano Copetti: O que citei na pergunta acima é um diferencial. Nenhuma obra no Brasil tem este enfoque. Mas o ponto principal são as dicas para que pais e professores identifiquem nas crianças estas funções deficitárias e as mais de 100 estratégias e técnicas para que pais e professores ajudem estas crianças a melhorarem.
De que forma, os pais podem interferir positivamente processo de aprendizado? Jordano Copetti: O livro mostra que os pais podem interferir positivamente de várias formas: evitando rotular a criança com adjetivos errôneos que são prejudiciais para sua auto-estima e desempenho, advogar a favor dos filhos para que as escolas utilizem métodos adequados e estratégias corretas de ensino e avaliação, demonstrar conhecimento frente aos profissionais das áreas da educação e saúde que tratam seus filhos, exigindo tratamentos ou encaminhamentos adequados.
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