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 situe-se: 07 de Setembro de 2010,  Terça-feira

Luciano Lima
Data: 06/07/2008

Presenciamos um momento histórico para os artistas sergipanos, mais precisamente para os atores que começam a ganhar notoriedade, participando inclusive de produções cinematográficas. Assim é o caso do nosso entrevistado, Luciano Lima, 28, que com apenas seis anos de carreira, já trabalhou para o Grupo Imbuaça e também já participou de duas produções da Globo Filmes (Orquestra dos Meninos, que estréia em agosto e o mais recente, ainda em fase de filmagem, O Senhor do Labirinto).

Revista: Quando você começou a atuar? Existiu algo que lhe motivou?
Luciano Lima: Fiz teatro amador na época do colégio, mas profissionalmente falando comecei em 2002 com o Grupo Veia Cômica, de Fábio Azevedo, onde fiz testes para dois espetáculos infantis: "Janjão no País da Fantasia" e "Janjão e os Super Amigos", acabei passando e conhecendo Tetê Nahas que fez a direção e me indicou dois anos depois para o teste de "Desvalidos", do Grupo Imbuaça, onde estou há quatro anos. Atuar é o mesmo que poder respirar e eu levo isso muito a sério e com muito profissionalismo.
 
Revista: Sua grande estréia nos palco começou com Desvalidos, do Grupo Imbuaça, conte um pouco de sua experiência em trabalhar com um grupo
teatral de tanta importância para o Brasil?
Luciano Lima: O Imbuaça é minha segunda casa, é minha verdadeira referência. Tudo que fiz e tudo que tenho hoje sem dúvidas devo a esse grupo. O Imbuaça abriu várias portas para minha carreira artística. Aprendi com o Grupo como ser um profissional, e isso o grupo é, não é a toa que tem mais de 30 anos.
 
Revista: Como foi filmar Orquestra dos Meninos?
Luciano Lima: "Orquestra dos Meninos" foi meu primeiro contato como ator no mundo cinematográfico. Confesso que ficava maravilhado com tudo que via. Não passava pela minha cabeça que era preciso tanta gente e tanto equipamento e muita paciência para rodar um filme.
 
Revista: Você acabou de rodar sua participação em outro filme, O Senhor do Labirinto, que tratará da vida do artista sergipano, Arthur Bispo do Rosário. Como surgiu o convite? Como foi essa experiência? Como foram as filmagens?
Luciano Lima: Geraldo Motta, diretor do filme, já me conhecia de "Desvalidos" e por indicação de Diane Veloso, atriz que sou fã de carteirinha, me convidou para participar do curso de interpretação para o cinema que durou quase dois meses. Nessa oficina tivemos contato com as técnicas do Lee Strasberg e do Actor's Studio pela atriz e preparadora de atores Gisele Ribeiro. As filmagens foram perfeitas. Não imaginava que em tão pouco tempo estaria naquele mundo mágico de novo. A equipe era fantástica, do diretor ao maquiador. Todos com um astral de primeira. Faço questão de ressaltar a simplicidade e o profissionalismo do ator Flávio Bauraqui (nosso Bispo). Amei trabalhar com ele e principalmente com vários amigos sergipanos, outra vez.
 
Revista: Você é policial militar. Como concilia essa duas profissões que parecem tão diferentes?
Luciano Lima: Por fazer parte de uma instituição militar, eu sempre peço autorização para todos os meus trabalhos artísticos e quando preciso viajar sempre negocio minhas férias. Levo o militarismo a sério e respeito muito a decisão dos meus superiores, mas todos gostam muito de mim e sempre me apóiam. A Polícia Militar com certeza estará nos cinemas na estréia de "Orquestra dos Meninos".
 
Revista: Como você avalia esse "descobrimento" de Sergipe, como lugar propício ao fazer cinema?
Luciano Lima: Segundo dizem Sergipe tem uma ótima luz para rodar filmes, além de ser tudo muito perto, o que facilita o processo. Artisticamente falando temos ótimos atores e atrizes e é tanto que em "Orquestra dos Meninos" e em "O Senhor do Labirinto" foram aproveitados mais de 80% de artistas sergipanos, então que venham outros filmes para cá que serão bem-vindos.


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