Recém-formados a procura de emprego
Data:
04/07/2007
Concluir o curso não é tarefa fácil, mas mais difícil ainda é pôr em prática tudo que foi aprendido nas salas de aula. O mercado de trabalho ainda representa a maior das feras - o verdadeiro bicho de sete cabeças - para muitos jovens. Embora tenha diminuído em média 50 pontos percentuais no período de uma década, o número de desempregados em Sergipe ainda é muito alto. São quase 82 mil pessoas em busca de uma vaga no mercado de trabalho, de acordo com estatísticas do Núcleo de Apoio ao Trabalhador (NAT), com base no Ministério do Trabalho e Emprego. A faixa etária que mais sofre com o problema do desemprego está entre 18 e 29 anos. Ao todo, são mais de 44 mil jovens desempregados. Com o desemprego em alta e o mercado altamente competitivo do Brasil, apesar do formado possuir vantagens e mais oportunidades, o diploma universitário não é sinônimo de emprego garantido. Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), houve um crescimento no desemprego entre os recém-formados de 5,4 pontos percentuais entre o período de 2001 a 2003. Diferente da maioria dos jovens recém-formados, Sheila Ribeiro, que está saindo da universidade graduada em Administração de Empresas, conseguiu transformar o seu estágio em emprego. "Agora que estou formada, vou ser contratada e já penso em fazer uma especialização relacionada ao meu trabalho atual, que na verdade já era o que eu queria fazer desde o começo". Sheila trabalha na área de transportes e vai se especializar em logística. Já Elízio Montalvão, que está se formando em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda, não estagiou na área e vai buscar o seu espaço no mercado sem experiência. "Eu não tinha como trabalhar, pois estudava em Aracaju e morava em Simão Dias, onde tenho a minha loja. Encontrar um emprego nesta área está muito difícil, enquanto não consigo um emprego em alguma agência, vou aplicando o conhecimento adquirido no curso na estratégia de marketing da minha loja", comenta Montalvão. Para vencer a batalha que se tornou conseguir um emprego, é preciso que haja preparo para enfrentar as entrevistas de trabalho e adotar um desenvolvimento que garanta o rendimento adequado, é o que explica Sílvio Celestino, vice-presidente do chapter São Paulo da Federação Internacional de Coaches.
Postura na entrevista - Celestino ensina que a melhor postura é mostrar-se interessado não apenas em trabalhar na empresa, mas mostrar que a empresa vai ganhar com o seu trabalho. "Dizer que quer trabalhar na empresa para sustentar a família e outros compromissos é muito nobre, mas não diz nada a respeito da empresa. Sendo assim, não se faça de vítima. Pense em qual é seu diferencial em relação aos demais candidatos", alerta o coach. Para mostrar que a empresa vai ganhar com o seu trabalho, o candidato a vaga deve, antes de tudo, mostrar que conhece a empresa. Pesquisar a empresa antes de ir a entrevista pode garantir um lugar a frente daquele outro candidato que não teve este cuidado e deixou claro que é movido apenas pelo dinheiro na conta no final do mês. Um bom profissional precisa se interessar em realizar um bom trabalho. Para tanto, além de estar bem preparado tecnicamente para realizar as tarefas, é necessário ter noções de trabalho em grupo, a final de contas, ninguém levanta ou conduz uma empresa sozinho. Nos dias de hoje, é importante saber colaborar com as pessoas, ter facilidade para se relacionar e fazer parte de times.
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