Empresas de tecnologia evoluem no Estado
Data:
13/06/2007
O brasileiro é um dos povos mais empreendedores do mundo, embora o número de empresas que não sobrevive ao mercado competitivo ainda seja muito alto, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa (Sebrae), 56% das empresas fecham as portas até o terceiro ano de vida. Uma maneira de reduzir esse índice é através do trabalho realizado pelas incubadoras. Em Sergipe, existem incubadoras ligadas ao meio universitário que prestam esse tipo de serviço. Uma das funções principais da incubadora é facilitar e agilizar o processo de inovação tecnológica destas empresas. Quando a empresa depende destas inovações para se erguer, a função da incubadora fica ainda mais evidente. As empresas de base tecnológica estão crescendo e conquistando espaços em Sergipe, muitas delas amadureceram os seus processos através das incubadoras. Uma delas é o Centro Incubador de Empresas de Sergipe (Cise), unidade vinculada à Universidade Federal de Sergipe (UFS) e à Rede de Incubadoras do Estado de Sergipe (Ris), que mantém aberto um edital contínuo para seleção de empresas que receberão assistência para se firmar no mercado competitivo. No último mês, foram selecionadas quatro novas empresas para serem "incubadas": Canal Guia, Losung, Verscom e Synergys. Este processo tem ajudado às empresas a progredirem no mercado tecnológico e levado Sergipe a se instalar neste setor de modo competitivo. O Cise tem como objetivo principal promover o desenvolvimento de novas empresas de base tecnológica em Sergipe. Segundo Ana Eleonora, diretora do Centro, para participar do processo de seleção para incubação, a empresa precisa apresentar um projeto resumido do empreendimento ou o seu plano de negócios; demonstrar que o empreendimento gera produtos, processos ou serviços inovadores, ou seja, com um diferencial no mercado; a equipe executora da empresa precisa ter capacitação profissional e experiência compatível com o projeto proposto; e pelo menos um dos proprietários da empresa deve fazer parte da equipe executora. A XProcess é uma das empresas que foram incubadas e já está prestes a ser graduada. O processo de incubação durou entre oito meses e um ano e foi fundamental no fortalecimento do negócio da empresa. A XProcess tem como proposta principal desenvolver tecnologias para dar suporte à gestão de processos, através da geração de informações gerenciais, utilizando tecnologia da informação a serviço das pessoas. Segundo Antônio Henrique dos Santos, diretor da empresa, o processo de incubação foi de extrema importância para o crescimento da XProcess. "Fizemos um projeto com ajuda do Cise, hoje estamos estabelecidos e temos clientes importantes no Estado, como a Unimed e a Energipe, por exemplo, e já trabalhamos com empresas fora do Estado também", diz Santos. A empresa aborda, sobretudo, a questão técnica, desenvolvendo sistemas de informação utilizando a tecnologia web, para criar ferramentas que aperfeiçoem o gerenciamento e monitoramento das empresas clientes. Santos ressalta que o fato de sua equipe ter formação multidisciplinar dá um impulso importante na gestão de negócios. "Eu, como administrador, consigo me colocar no lugar do dono da empresa e posso observar quais são seus anseios e necessidades, assim como o consultor vai observar na empresa quais são suas prioridades. Isso cria uma ergonomia para que possamos oferecer a empresa o que ela está procurando através de um sistema de gestão simples", explica. O diretor da XProcess observa que o mercado sergipano está com preocupação crescente em utilizar esse tipo de serviço ligado a tecnologia da informação. "Infelizmente, o Estado ainda apresenta um retardo na percepção da necessidade de adotar novas tecnologias. Isso acontece porque muitos empresários sergipanos os são por talento nato, mas alguns já são por experiência acadêmica. Porém, a ampliação desta visão é crescente." Tanto é que a XProcess conseguiu incorporar o processo de incubação em quase um ano, devido ao sucesso e a procura dos seus serviços. Já a Verscom, empresa de comunicação, acabou de ser incubada e Viviane Marques, proprietária, vai colocar a empresa em funcionamento daqui a um mês. Esta é uma empresa do ramo de comunicação que desenvolve tecnologia para diminuir a distância que existe entre a empresa que terceiriza o setor de comunicação e a agência que presta o serviço de assessoria. Viviane explica que no primeiro momento a incubadora vai prestar assessoria jurídica, administrativa e de contabilidade. "A incubadora fornece todo suporte que a empresa precisa, principalmente a nossa que depende das inovações tecnológicas, além do apoio inicial, ainda vou contar com instrução para desenvolver o software", explica Viviane. A proposta da Verscom é criar um sistema de comunicação em que a empresa tenha mais acesso a assessoria. "Vimos que quando o empresário decide terceirizar o setor de comunicação, ele perde o controle do andamento do processo de comunicação. Queremos quebrar essa lacuna, criando um software que permita mais contato entre a empresa e a assessoria", garante. Calouros e graduados desse processo demonstram otimismo para se arriscar em empresas de base tecnológica em Sergipe. São propostas originais e inovadoras que prometem dar impulso ao setor no Estado e aumentar a competitividade no segmento. As assessorias prestadas pelas incubadoras contribuem para o desenvolvimento das empresas e, conseqüentemente, da economia do Estado.
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