Empresários sergipanos conquistando terras estrangeiras
Data:
06/06/2007
Essa foi a terceira edição do Encomex realizada na capital de Sergipe. Os outros dois encontros aconteceram em março de 2002 e julho de 2004. O primeiro Encomex foi criado em 1997. Este evento tem importância fundamental para o desenvolvimento das empresas exportadoras brasileiras. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, dez anos atrás, ano do primeiro Encomex, existiam aproximadamente 13 mil indústrias exportadoras, atualmente, são mais de 19 mil em todo país. Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (Fies), Eduardo Prado, apesar de ser o menor Estado do Brasil, o cenário da exportação está em plena expansão em Sergipe e é resultado da união de força entre as empresas. "'Tamanho não é documento', bem diz o velho ditado popular. As ações voltadas para o comércio exterior sempre foram esparsas. As instituições, todas, estavam agindo separadamente. Hoje, há uma consciência de que é preciso somar esforços para não nos fragilizarmos", diz Prado. O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Meziat, esteve presente no evento e fez a abertura do 117º Encomex. Segundo ele, o volume de exportações no Brasil é cada vez mais crescente, ele explica que os destinos dos produtos exportados, nos primeiros anos do projeto de impulso ao desenvolvimento do comércio internacional no Brasil, eram apenas dois: Estados Unidos e Europa. Hoje, a Améria Latina já aparece como segundo maior importador de produtos brasileiros, perdendo apenas para países da Europa. Em seguida, o terceiro nicho de recepção de importações são os Estados Unidos e a Ásia aparece em quarto lugar. Segundo Meziat, a desburocratização dos processos contribuiu para esse crescimento. "Hoje todas as normas de exportação e importação estão reunidas em um único documento", acentua Meziat. O secretário explica ainda que a preocupação em diagnosticar os avanços e entraves do crescimento do comércio exterior é imprescindível para desencadear medidas de correção às dificuldades que existem e de impulsionar as novas oportunidades de mercado. "Diariamente eu sei o que o Brasil exportou e importou até ontem. Estamos monitorando de forma precisa e atualizada tudo que está acontecendo na área de importação e exportação no país", explica Meziat sobre a importância de saber sobre os dados estatísticos para entender o que acontece no setor e conseguir cruzar oferta e demanda de maneira satisfatória. "Por mais simples que seja o produto que o empresário deseja exportar, em algum lugar do mundo tem alguém que está querendo comprar. O importante é ter persistência e determinação", diz o secretário. Na ocasião, foi oficialmente instalada a Comissão de Comércio Exterior de Sergipe. Segundo o secretário de desenvolvimento do estado de Sergipe, Jorge Santana, o objetivo da comissão é contribuir para o crescimento das exportações com ações estratégicas. "Precisamos desmistificar o comércio exterior para que principalmente os pequenos empresários entendam que é possível sim conquistar o comércio internacional", ressalta Santana. Muitos empresários estiveram presentes no Encomex, os auditórios onde estavam sendo expostos os painéis estavam repletos de pessoas interessadas em aprender um pouco mais sobre exportação. Durante o Encomex, os participantes puderam assistir a seis oficinas: de confecções, artesanato, fruticultura, agroindústria, petróleo e gás e Siscomex. O objetivo, segundo Armando Meziat, é instruir os empresários a atuar em cada uma dessas áreas e ensinar como funciona o sistema que registra as exportações brasileiras, o Siscomex. O Grupo Maratá, maior exportador de Sergipe, que detém 29,34% do volume exportado do Estado esteve presente entre as empresas que expuseram os seus produtos durante o evento. Segundo Daniela Lago, responsável pelas exportações do Maratá Sucos do Nordeste, eventos como este são de extrema importância, tanto para a empresa divulgar seus produtos como para trocar experiências. A Associação de Artesanato de Laranjeiras também estava com estande montado no Encomex. Para Manoel Campos, presidente da Associação, exportar é um objetivo que antes ele pensava que nunca poderia ser realizado. "Participamos de muitas feiras no Estado por incentivo do Sebrae e assim tivemos conhecimento do Encomex. Uma vez por mês nós montamos uma Feirinha e vendemos os nossos produtos em Laranjeiras, evento que ficou conhecido como Laranjeirart, mas depois desse evento eu vejo que podemos ir mais longe. Exportar é um sonho que pode se tornar realidade", diz Campos.
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